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Dicas Especiais

Terça-feira, 07 de Outubro de 2014

Carrapatos

No Brasil, a presença de carrapatos do boi vem se tornando um problema cada dia mais evidente, principalmente devido ao fato do território brasileiro ser potencialmente favorável à sua sobrevivência. A principal espécie de carrapato que compromete a produtividade da pecuária bovina, comumente chamado de carrapato-do-boi, denomina-se Boophilus microplus.

Os prejuízos causados pelos carrapatos são:

  • Diminuição da produção de carne e leite devido à ingestão de sangue
  • Inoculação de toxinas nos hospedeiros, causando mal-estar
  • Transmissão de agentes infecciosos (Anaplasma e Babesia)
  • Redução da qualidade do couro do animal devido às perfurações das picadas

Existem alguns fatores que predispõe à presença de carrapatos nos rebanhos bovinos, entre eles destacam-se:

  • Raça: os animais zebuínos possuem nítida resistência à presença de carrapatos quando comparados aos animais taurinos. 
  • Uso incorreto de carrapaticida: tornando esses carrapatos cada vez mais resistentes à forma química de controle. 
  • Sazonalidade: os carrapatos tendem a ter um ciclo mais rápido em altas temperaturas e umidade, ou seja, na época de primavera e verão. O conhecimento desses efeitos ambientais visa a melhoria da eficiência quando do uso de carrapaticidas em épocas favoráveis do ano, de modo a diminuir a resistência por parte dos carrapatos.

O ciclo do Boophilus microplus se dá apenas em um hospedeiro, nesse caso, o boi. Esse ciclo é dividido em duas fases, a fase de vida livre e a fase parasitaria. A fase de vida livre se inicia quando a fêmea ingurgitada se desprende do hospedeiro e cai ao solo, para fazer a postura, morrendo logo após o término deste processo. Após a eclosão, as larvas migrarão para a extremidade do capim por geotropismo negativo, onde ficarão esperando pela passagem do bovino, a detecção do hospedeiro se dá através do odor, vibrações, sombreamento, estímulo visual e concentração de gás carbônico expirado. A fase de vida livre, que dura em torno de 32 dias, termina quando a larva encontra o seu hospedeiro, iniciando, então, a fase parasitária que dura em torno de 21 dias. As larvas se fixarão em seu hospedeiro principalmente em regiões de mama, úbere, períneo, vulva e entre as pernas. Essas larvas irão se alimentar do plasma sanguíneo e sofrerão ecdise (muda) tornando-se ninfas, adultos e sofrendo então a diferenciação sexual. Uma vez realizada a cópula, a fêmea começa a se alimentar de sangue até atingir o seu ingurgitamento total, quando cairá ao solo para realizar a postura, já o macho permanece em seu hospedeiro o tempo todo, a procura de novas fêmeas para realizar o acasalamento, vivendo mais ou menos duas vezes mais tempo que a fêmea.

O diagnóstico é realizado com base na observação do grau de infestação de cada animal, o que acaba tornando o diagnóstico um pouco subjetivo e muitas vezes o tratamento é iniciado quando os prejuízos já estão elevados, sendo necessário que as infestações sejam controladas através do uso de carrapaticidas.

A escolha do carrapaticida ideal pode ser realizada através do carrapatograma que nada mais é do que uma técnica muito utilizada para avaliar a eficiência dos carrapaticidas na propriedade em questão. Deve ser realizada a coleta de aproximadamente 100 carrapatos adultos ingurgitados, estes devem ser enviados a laboratórios regionais, junto com o histórico dos carrapaticidas utilizados na propriedade. Os carrapatos enviados ao laboratório serão submetidos a testes com os principais carrapaticidas disponíveis no mercado e assim será avaliado a qual deles os carrapatos em questão possuem maior sensibilidade e resistência.

O controle desses parasitas vem sendo feito principalmente com base na utilização de carrapaticidas. A falta de embasamento técnico é o principal entrave no perfeito controle do carrapato e um dos principais responsáveis pelo surgimento de resistência. Existem diversas formas de controle que podem ser realizadas conjuntamentes:

  • Controle estratégico: o objetivo é realizar tratamentos a cada 21 dias com carrapaticida, totalizando 5 a 6 manejos, em todo o rebanho e manter níveis baixos de infestação.
  • Controle tático: realizados nos animais que estejam infestados com carrapatos ingurgitados (fêmeas com mais de 3 milímetros). 
  • Tratamento carrapaticida: pode ser realizados por aspersão ou "pour on". O importante é combater os carrapatos de maneira a não permitir o desenvolvimento de teleóginas (forma adulta).
  • Ocupação das pastagens: a alta taxa de lotação favorece a manutenção dos carrapatos nesse ambiente devido à disponibilidade de hospedeiros para a conclusão da fase parasitária. Portanto, fazer o controle da taxa de lotação é uma técnica eficaz contra os carrapatos.

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