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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Miíases

As miíases são ectoparasitoses causadas por larvas de moscas que se alimentam de tecidos vivos, também conhecidas como "bicheiras". O agente primário das miíases são as larvas da Cochliomyia hominivorax, conhecidas vulgarmente como mosca varejeira. Essa mosca tem sua distribuição homogênea em todo o território brasileiro, bem como em toda a região de clima tropical e subtropical. A miíase nada mais é do que o desenvolvimento de várias larvas no local da lesão que necessitam de tecido vivo para a sua sobrevivência.

Dentre os seus hospedeiros estão os vertebrados, principalmente os animais domésticos e até mesmo o homem. Os bovinos assumem grande importância no quadro das miíases em consequência de procedimentos de manejo que incluem castração, descorna, marcação a ferro e colocação de brinco.

As larvas costumam alojar-se em tecidos primariamente traumatizados, uma vez presentes no tecido causam lesões traumáticas que levam a predisposição de infecções secundárias e também à necrose do tecido parasitado.

Outro fator importante é que as larvas produzem substâncias químicas que atraem mais moscas para o local e que depositam mais ovos.

As miíases têm grande importância econômica no Brasil, uma vez que o principal sistema de criação é o extensivo, onde os animais possuem um baixo manejo, e assim a susceptibilidade as miíases acaba sendo muito maior. A principal categoria animal atingida são os bezerros recém-nascidos, nos quais as bicheiras umbilicais são freqüentes. Apesar de se tratar de algo extremamente comum nas criações, as miíases são responsáveis por grandes prejuízos, já que sua presença está intimamente ligada a queda de produtividade, lesões no couro, mutilações e em alguns casos muito graves podem levar os animais a morte.

Diferente de outras ectoparasitoses nas quais animais com maior porcentagem de sangue zebuíno acabam sendo mais resistentes as infeções, aparentemente não existem animais resistentes às miíases, e, desta forma, ocorrendo algum tipo de ferida ou lesão do tecido constituinte do animal poderia promover a atração deste díptero ao local do ferimento, tornando-o susceptível à instalação da miíase.

Como as larvas não costumam sobreviver a climas muito frios e secos é durante a época de calor e chuva, ou seja, durante o verão que há um grande aumento no número de moscas e consequentemente no número de casos de miíases.

As moscas pousam em tecidos lesionados ou em mucosas para realizar a oviposição, para dar início as miíases é necessário que haja a presença de uma lesão traumática ou uma mucosa exposta. Assim alguns casos devem receber cuidados especiais:

  • Procedimentos cirúrgicos;
  • Castração;
  • Descorna;
  • Colocação de brincos;
  • Correto manejo de umbigos;
  • Marcações a ferro
  • Lesões traumáticas.

O diagnóstico das miíases se baseia na observação. Animais que passaram por procedimentos cirúrgicos recentes tais como castrações, descorna, ou qualquer outro procedimento que possa ter gerado uma ferida cirúrgica, bem como animais que foram brincados ou que sofreram algum tipo de lesão traumática, são possíveis susceptíveis a instalação de miíases e, portanto devem ser avaliados continuamente. Recomenda-se que esses animais sejam avaliados e que suas feridas sejam tratadas preventivamente para evitar a instalação de miíases. A região acometida por miíase irá apresentar com aumento de volume no local, secreção purulenta ou sanguinolenta e com a presença de larvas.

O controle e tratamento das miíases se baseiam na aplicação de produtos inseticidas ou endectocidas (injetáveis ou "pour-on") e na prevenção. Praticas de manejo e de higiene adequadas colaboram muito para o controle das bicheiras. Como os recém-nascidos são o principal alvo das miíases, devido, principalmente a presença do umbigo não curado ainda, é preciso que alguns cuidados sejam tomados ao nascimento, realizando o corte e a assepsia do umbigo com solução de iodo a 10% e fazer a aplicação de produtos à base de ivermectina 1%. Todos os procedimentos como castração, descorna ou a presença de feridas abertas podem levar ao aparecimento de miíases, assim, o controle dessas afecções é muito importante. O ideal é que se evite a realização de procedimentos cirúrgicos durante os meses mais quentes do ano (época em que o desenvolvimento das larvas é alto). Lesões que não possam ser evitadas devem ser lavadas diariamente e protegidas com repelentes.

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